segunda-feira, 24 de julho de 2017

Poema da minha maior solidão

Quinto desafio poesia no cotidiano.
Tema: minha maior solidão.

minha maior solidão 
foi quando percebi que eu não tinha culhão
para segurar meu próprio coração 
foi quando ele já não era ele
e eu já não me era
foi a primeira vez que me deparei comigo
e pude ver sem máscaras 
o bicho feio que eu era
que de tão feio e ridículo
tornou-se charmoso
foi quando me apaixonei
pela minha feiura
o ridículo tornou-se piada
sorri diante do espelho
e a minha solidão foi comemorada
com uma torta na cara





domingo, 23 de julho de 2017

Poeminha de riso inútil

190º Desafio Poético com Imagens

Arte: Waldemar Max

poeminha de riso inútil 

quando o trilho do trem
nos leva à escuridão 
e nessa jornada
tateamos o coração 
no meio do nada
nasce a piada

Minha primeira vez com a morte

QUARTO DESAFIO "POESIA DO COTIDIANO" 

TEMA: MINHA PRIMEIRA VEZ COM A MORTE

Minha primeira vez com a morte negociei com a vida. Passo por tudo isso mas me deixe viver disse a ela. E ela me deu seu troco. Me cobriu com seu manto. Quase morta estava nas tuas mãos. Meus delírios me salvaram. Lírios que me alucinavam no nascimento do inomeável. A ilusão me guiava pela floresta mal assombrada. Minha morte foi negociada para outro dia. Das outras vezes com a morte não foram tão fáceis que uma hora decidi morrer. Tanto que hoje sou fantasma para quem vive. Poeira cósmica para quem sonha. Não tenho corpo palpável. Sou um pedaço da vida e da morte. Das estradas que passei, dos amores que matei, das pessoas que morreram dentro de mim assassinadas diante do grande silêncio. Tenho não uma, mas milhares de vezes que a morte por mim passou e eu morri. De braços abertos eu morri sem me debater, sem me despedir.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Poema para a nossa menina

Desafio poético com imagens da Tânia Contreiras
Imagem: Google

Poema para a nossa menina

ora a nossa menina
que jaz na união das estrelas
no infinito além
ilumina o nosso caminho
os nossos pensamentos
os nossos corações
não deixe que o cansaço nos vença
quando tudo parecer dificil
que nos seja desafio
que toda sombra derramada
aos pés da esperança
nos faça dançar juntos
nessa louca infinitude
reza a minha menina
que do ventre da mãe
o amor nasce sempre
como terra que nos gesta
na luz do inomeável mistério



segunda-feira, 17 de julho de 2017

Poema de amor

Resposta ao desafio de Tania Contreiras cujo tema é o que amo em mim.



amo o que nem sei amar
me transborda a palavra
ao ponto de me perder
daquele pedaço de mim
que sem saber me é
amo a arte que me parte
a arte que me sustenta
a que me oferece vida
até aquela que me desnorteia
amo o traço que do traço se faz
o desenho da vida
amo o mar profundo 
que nos toca, acalenta, afoga
e nos leva para todo lugar
Amo amar

 

terça-feira, 11 de julho de 2017

A poesia canta pela rua

Em resposta ao desafio temático proposto por Tânia Contreiras, cujo tema é "nas ruas do meu bairro". Primeiro desafio poético do cotidiano! 

a poesia canta pelas ruas
a sorrir passa o meu menino
ele me diz do segredo do passo
"é preciso escutar a música
deixar ela te envolver para seguir"
a dança percorre os dias
ele gargalha pelo asfalto
me oferece a música do seu riso
os pássaro revoam nosso caminhar
passo após passo
mais uma vez o menino passa
dessa vez ele me diz com seriedade
que precisamos de soluções urgentes
para a natureza não nos escorrer
"Preserve!" ele diz
"Preserve antes que se devastem
todas as florestas. Antes que o homem
destrua seu planeta, a si e a tudo."
E essa palavra ecoa por todo e sempre.
"Preserve!"


 

domingo, 9 de julho de 2017

Da verdadeira beleza

 

A verdadeira* beleza sempre foi e sempre será gratuita. O verdadeiro amor sempre será dado de graça! A verdadeira felicidade jamais será comprada pois é da simplicidade do amor que ela nasce e a ele sempre retorna. Nunca te falta. Mas tu sempre esqueces de onde veio e para onde vais. Pois é preciso ampliar a percepção para percebe-lo imerso em ti e em tudo ao seu redor. Assim antes de ti existiram inúmeros processos, inúmeras existências a te guiar desde os livros até professores, país, amigos, companheiros, árvores que já foram sementes até agora no qual te deparas com a simplicidade de um pôr do sol. Agradece a imensa teia que sempre te sustentou e continua a te sustentar sempre. Na consciência dos inúmeros processos ao seu redor a mente nos foge em devaneios infinitos. 

*verdadeiro é um termo delicado mas diante das belezas tão artificiais se faz necessário caracterizar a verdadeira beleza como vinda da natureza e somente da natureza, esta sim sempre nos foi gratuita. A beleza de um nascer de sol, de um céu de nuvens. A beleza de um pôr de sol, da lua, do céu estrelado. A beleza da natureza, das flores, das árvores, dos encontros. Enfim a beleza gratuita...